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Artesãos da Feira do Largo da Ordem começam a fabricação de máscaras

Artesãos da Feira do Largo

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A artesã Eloiza Domingues Dercoski começou a confeccionar no seu ateliê, no bairro Parolin, na manhã desta quinta-feira (7/5), máscaras de tecido que serão compradas pela Prefeitura de Curitiba. Ela faz parte do grupo de 100 artesãos que serão beneficiados pela contratação.

A Prefeitura vai adquirir 15 mil máscaras de tecido produzidas por artesãos da Feira do Largo da Ordem. As peças serão entregues pelos servidores aos cidadãos que precisam e que são atendidos em unidades municipais, como os equipamentos da Fundação de Ação Social que recebem a população carente, sem condições de comprar máscaras.

A assinatura dos contratos entre a Secretaria de Administração e de Gestão de Pessoal e duas das associações interessadas, cadastradas perante o Instituto Municipal de Turismo e que representam os artesãos, foi nesta quarta-feira (6/5). A expectativa é que a entrega das máscaras seja concluída em até cinco semanas.

Avaliação positiva

A iniciativa é excelente, na avaliação da presidente da Associação de Artesãos Mãos Criativas, Ione Regina Francisco. “Estamos há sete semanas sem trabalho”, observou.

No caso de Eloiza, desde abril, ela trocou a produção de bolsas térmicas feitas com sementes, produto que fabrica e vende há oito anos, pelas máscaras para a prevenção do novo coronavírus, uma alternativa para suprir a interrupção das vendas no seu principal ponto de venda, no Largo da Ordem.

Embora também utilize plataformas de venda on-line, ela diz que nada se compara com a exposição do produto na Feira. “Esse tipo de bolsa térmica não é conhecida. Por isso a exposição ajuda tanto”, conta.

Eloiza tem trabalhado num ritmo mais forte desde que começou a produzir as máscaras. “Em abril, a venda de máscaras me ajudou. Agora caiu um pouco, mas teremos a venda para a Prefeitura”, declarou a artesã, que trabalha junto com o marido, Wilson Dercoski Junior.

Momento delicado

Para a presidente da Associação dos Núcleos Artesanais de Vizinhança, Deonilda Müller Machado, o momento é extremamente delicado para os artesãos da tradicional Feira do Largo da Ordem. Ela compara a dificuldade pela qual passam os feirantes devido à pandemia com o ano em que a associação foi fundada, em 1980.

“Naquela época, o país passava por dificuldades. Agora é um desafio mundial porque é uma pandemia. E não sabemos quando isso vai passar e os artesãos poderão voltar a expor a sua produção”, disse Deonilda.

Ela acrescenta que a Associação está apoiando os artesãos independentemente de serem vinculados à entidade. “Por ser uma situação de emergência, estamos dando o suporte, com a emissão das notas. Isso vai ajudar a complementar a renda”, afirmou Deonilda, que trabalha neste segmento há 38 anos.

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